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Mauricio Queiroz
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29/ago/2018 As 10 bibliotecas mais impressionantes do mundo Post por: Administrador

1 – Biblioteca George Peabody (Baltimore, Estados Unidos) 

“Catedral de livros”. É assim que o primeiro Reitor do Instituto Peabody, Nathaniel H. Morison, descreveu esta biblioteca construída no século XIX na cidade de Baltimore (Maryland) por iniciativa do banqueiro, empresário, escritor e filantropo George Peabody, e que atualmente faz parte da Universidade Johns Hopkins. O local está sempre presente nas listas de bibliotecas mais belas do mundo, com seus seis amplos andares acabados em mármore branco e seu imenso atrio na entrada. Atrai não só estudiosos (seus 300.000 volumes formam um tesouro de livros antigos) e amantes do estilo arquitetônico neo-grego, mas também casais de noivos que a utilizam como salão de casamentos.

2 – Biblioteca Central de Seattle (Washington, Estados Unidos) 

O projeto do arquiteto holandês Rem Koolhaas (estúdio OMA) despertou tanta expectativa e interesse que, um ano após sua inauguração em 2004, a Biblioteca Central de Seattle (Washington) havia recebido cerca de duas milhões de visitas. A partir de 2005, ele começou a organizar visitas guiadas às suas cinco plataformas sobrepostas e deslocadas e sua fachada de vidro e aço (na foto) fechando um conjunto que redefine a biblioteca como um espaço que mantém, ordena e torna acessível ao público não só livros, mas qualquer tipo de informação.

3 – Biblioteca Pública de Stuttgart (Alemanha) 

Turistas e fotógrafos de todo mundo ficam maravilhados pelo continente, um impressionante edifício desenhado pelo arquiteto coreano Eun Young Yi, com 11 plantas (duas delas subterrâneas), fachada de concreto, painéis que pela noite se iluminam de diferentes cores e se assemelham a um enorme cubo de Kubrik. Outros sobem à esplanada do telhado para ver a vista. E outros exploram o conteúdo, se metem no estudio de som ou se inscrevem em oficinas e atividades que converteram a Biblioteca Pública de Sttutgart em epicentro cultural da cidade alemã.

4 – Biblioteca do Trinity College (Dublin, Irlanda) 

The Old Library, a velha biblioteca do Trinity College, e seu famoso livro de Kells (um manuscrito do século IX que recolhe os quatro evangelhos com ornamentada caligrafia, e em latim) são parada obrigatória para quem visita Dublin. O edifício, construído no século XVIII, tem uma sala principal, Long Room, onde repousam as obras mais antigas em prateleiras que forram as paredes. Em uma vitrine está exposta a harpa mais antiga que se conserva na Irlanda, feita em carvalho e salgueiro, com cordas de bronze. A biblioteca possui a maior coleção de manuscritos e livros impressos do país. 

5 – Biblioteca Nacional Marciana (Veneza, Itália) 

Dos 40.000 visitantes que Veneza recebe diariamente, a maioria chega à praça de San Marcos, mas, uma vez ali, poucos se aventuram a entrar na Biblioteca Nacional Marciana, uma das mais antigas da Itália, chamada também Sansoviana em honra a Jacopo Sansovino, arquiteto autor de seu desenho. Globos terrestres antigos, manuscritos do século XV, ‘tintorettos’ e ‘veroneses’ nas paredes de um palácio renacentista que cumpre o sonho do poeta Petrarca, que em 1362 doou seus livros à República para engrossar uma futura biblioteca pública aberta a estudiosos, eruditos e amantes da literatura.

6 – Biblioteca Pública de Nova York (Estados Unidos) 

Dois leões de mármore, Paciência e Fortaleza, batizados assim por Fiorello La Guardia, prefeito de Nova York durante a Grande Depressão, dão as boas-vindas ao magnífico edifício neoclássico que alberga a Biblioteca Pública da cidade, inaugurada no início do século XX em Manhattan, na Quinta Avenida com a rua 42. A partir do impressionante Astor Hall, de mármore branco, o visitante pode se dirigir à Rose Main Reading Room (na imagem), a sala de leitura principal, que apareceu muito no cinema. Toda a biblioteca, em realidade, foi palco de filmes como ‘Bonequinha de Luxo’, ‘Caça-fantasmas’, e séries como ‘Sex and The City’. Seu catálogo inclui vários manuscritos de Shakespeare e uma carta de Cristóbal Colón.

7 – Real Gabinete Português de Leitura, (Rio de Janeiro, Brasil) 

Quem visitou o Rio de Janeiro em 2016, na época dos Jogos Olímpicos, não conseguiu ir ao Real Gabinete Português de Leitura, em pleno centro da cidade brasileira, porque ele estava sendo restaurado. Aberto de novo, exibe todo o esplendor de sua arquitetura neo-manuelina e seus interiores de madeira profusamente talhada. Nasceu como biblioteca privada, da mão de imigrantes portugueses, em um edifício concluido em 1887 e se inspirou no Mosteiro dos Jerónimos de Lisboa. Seu fastuoso Salão de Leitura (na foto) recebe a luz natural através de uma enorme claraboia trabalhada em ferro e vidro pintado.

8 – Biblioteca Real Dinamarquesa (Copenhague) 

O edifício construído em 1999 como ampliação do bonito complexo original da Biblioteca Real Dinamarquesa (que data de 1906) no canal de Christianshavn, junto ao porto de Copenhague, se conhece como o ‘Diamante negro’. Sua chamativa estrutura de aço, vidro e granito negro alberga uma sala de concertos, um café, diferentes espaços para exposições e convida ao visitante a desfrutar de vistas impressionantes para mar. Três pontes ligam o edifício com a antiga biblioteca; o teto do maior exibe uma pintura do artista dinamarquês Per Kirkeby. O conjunto guarda os primeiros livros impressos no país em 1482, e todos os trabalhos da Dinamarca desde o século XVII.

9 – Biblioteca do Congresso dos Estados Unidos (Washington) 

Visitas guiadas e exposições, concertos, oficinas, uma loja (on-line), bares, cafés e 29 salas de leitura organizadas por temáticas, língua e formato. A Biblioteca do Congresso dos Estados Unidos, localizada em Washington e repartida em três edifícios (o Thomas Jefferson, o John Adams e o James Madison), é a maior do mundo, com 1.348 quilômetros de prateleiras e mais de 167 milhões de artigos, entre eles, 5,5 milhões de mapas, 8,1 milhões de partituras e 72 milhões de manuscritos. É lá onde está uma das poucas cópias que se conservam da bíblia de Gutenberg e do rascunho da Declaração de Independência dos Estados Unidos.

10 – Museu e Biblioteca da Faculdade de Artes de Musashino (Tóquio, Japão) 

Todas as paredes são muros-estantes, e até os degraus da biblioteca da Faculdade de Arte de Musashino, em Tóquio, são estantes para livros. O arquiteto japonês Sou Fujimoto comparou sua obra com “um bosque de livros”. Converteu-se em 2010 em um centro para facilitar a criação artística na universidade: alberga uns 280.000 livros sobre arte e desenho e ao redor de 5.000 títulos de revistas acadêmicas e publicações periódicas profissionais. Hoje ela é uma das bibliotecas universitárias de arte maiores do Japão.

 

Fonte: El País.



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