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Mauricio Queiroz
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Projeto Conceito para Retail

Tudo parte de um briefing embasado em pesquisa: quem é o consumidor, quem é o shopper, tipo de venda por impulso ou programada, história da marca, quem é o concorrente, faremos uma flagship ou uma grande rede no mercado nacional ou internacional.

A arquitetura comercial tem mais importância do que se pode imaginar. O conceito para Retail não pensa em um ponto de venda ou público específico, o ideal é formatar uma concepção para várias praças, públicos-alvo e momentos de compra diferentes.

Um conceito desdobra-se em uma rede e toda a sua diversidade. O mesmo deve adaptar-se a diversos locais para a expansão da marca, através de rollout econômico, rápido e com fornecedores homologados.

O sucesso de um ponto de venda está diretamente relacionado ao projeto de arquitetura para varejo. Pontos como iluminação, cores e exposição dos produtos são diferenciais que podem atrair o consumidor. Os projetos para lojas devem levar em consideração a história e “DNA” da marca.

Em projetos para varejo, aplicamos no ponto de venda o anseio do consumidor em se relacionar com a marca, partindo de estudos focados nos hábitos dos clientes, analisando a comunicação visual da empresa, observando o posicionamento da marca no mercado, detalhando a logística – desde a circulação do cliente ao tipo de fechadura a ser instalada –, estudando os melhores pontos de abertura das lojas até a viabilidade da implantação do sistema de franquias. Por fim, projeta-se e executa-se as lojas, fábricas, escritórios ou pontos de venda.

Os hábitos dos clientes são cuidadosamente analisados quando se concebe um projeto destinado ao consumo. Ao projetar a Megastore Etna, detectamos em pesquisas que a mulher preferencialmente escolhe os objetos para casa, porém é comum a necessidade do casal estar de acordo para a finalização da compra, embora o homem não esteja sempre disposto a garimpar objetos de decoração por tantas horas em uma única loja. Pensando nisso, foi projetado o espaço chamado de estacionamento de maridos, com internet, telefone, TVs de plasma, café, tudo gratuito e locado propositalmente ao lado do departamento de eletrônicos, vedete entre os produtos de primeira necessidade dentro de uma casa, segundo os homens.

Como complemento para a família, foi colocado também um infantário, com games, cinema e monitores de plantão, uma cozinha experimental com arquibancada para cursos de gastronomia nos finais de semana e uma sala especial onde os noivos escolhem os itens de sua lista de casamento com direito a champanhe, mimos que uma boa loja não pode deixar de oferecer. Os produtos são estrategicamente locados nas prateleiras, de forma a sugerir uma venda complementar. Assim, uma pessoa que vai comprar uma estante, acaba levando também o porta retrato ali exposto.

No projeto para varejo de outra grande loja de móveis, foi colocada ao lado de um dos móveis uma gôndola com todas as peças que decoravam o espaço, como quadros, abajures e velas, para que as pessoas pudessem levar pra casa não apenas o mobiliário, mas sim o conjunto completo. Muitas vezes, os acessórios representam um valor de venda maior do que o dos móveis ali expostos. O mesmo acontece num supermercado, onde casualmente vemos taças de vinho expostas na seção de bebidas ou garrafas de vinho na seção de laticínios, ao lado dos queijos, induzindo uma compra complementar.

Os projetos para lojas têm por objetivo produzir um ponto de venda relevante para o relacionamento entre marca e consumidor, agregando dinamismo, criatividade e coerência entre o produto e o espaço da loja.

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